Somos um mistério. Até pra gente mesmo…

Minha mãe acaba de entrar no meu quarto, me olhar e dizer “Tem horas que não te entendo. Olhos tristes, boca feliz… simplesmente não entendo.” Nem eu, mãe. Nem eu…e tá aí uma coisa que eu implico! Por que a gente sorri quando está triste, né? Pra que a gente tenta fingir uma felicidade que não convence ninguém? Gente infeliz me chateia. Chateia todo mundo, eu acho. Deve chatear até quem também é infeliz. Mas não gosto de gente que sorri quando está infeliz. Isso me chateia mais que gente infeliz.

Posso contar qual foi a minha resolução de ano novo? “Dar conta dos meus próprios problemas.” Simples assim. Simples nada! Tem um monte de gente que te olha e pensa “Nossa, que vida bacana! Ela faz o que gosta, é cheia de amigos, etc… só pode ser feliz!” Olha, felicidade é uma luta. Diária, na verdade. Acho que se tenho algum mérito é o de lutar por ela. De fazer estragos, às vezes, mas, mesmo assim, me movimentar sempre em frente. Não é fácil virar a vida de cabeça pra baixo, fazer justo o oposto do que esperam de você e, sim acontece, magoar e decepcionar algumas pessoas, pra lutar por aquilo que você considera que vai te fazer feliz. Não, não é simples, nem fácil, nem indolor.

Mas, se você considerar que sua primeira obrigação nesse mundo é ser feliz, você vai fazer. E isso não vai matar ninguém. Pode até machucar, mas não vai matar.

A felicidade não sai de graça. Ela custa bem caro. Falta nas pessoas, coragem pra fazer o estrago. A maioria quer comer omeletes sem quebrar os ovos. Ou quebrando os ovos alheios. Meu bem, não dá! Uma hora você vai se sentir cobrado, e por mais ninguém, senão você mesmo, pela própria infelicidade. E chegar em um determinado momento da vida sabendo que não fez tudo o que poderia ter feito para ser feliz deve ser muito triste.

Egoísmo? Pode ser. Mas eu acho que a doação excessiva de si mesmo é a maior demostração de soberba do ser humano. “É que ele não vive sem mim, sabe?” Pois deixa ele sozinho pra ver. Ele dá um jeito. Mães tem essa tendência. Não a minha, graças aos Deuses.

Bom, minha resolução de ano novo é essa! Lidar com minhas próprias infelicidades. Transformá-las em felicidades. Não tentar consertar o que está quebrado nos outros. A gente não sabe como colar os pedaços, só pode dar m*rda! Sorrir quando estiver feliz. Chorar quando a tristeza bater. E nunca mais ter “olhos tristes e boca feliz” até porque não cola…

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