Teoria sobre a escala de felicidade

Acabo de desenvolver uma teoria sobre a escala de felicidade. Existem pessoas naturalmente felizes. As que, independente de ter uma cara metade, são felizes. Amam a vida. Curtem os amigos. Tem paixão pelo que fazem (seja hobby ou profissão). São alto astral. Curtem sair, dão todas as chances que a vida pede. Não se decepcionam fácil, pois essas pessoas esperam menos dos outros. Fazem muito por si.

Existem pessoas naturalmente tristes. Pessoas que são tristes. E que, quando conhecem alguém que consideram especial, fazem disso “A” sua felicidade. E quando acaba, essa pessoa não consegue por um fim. Ela carrega consigo, não a mágoa, mas o fantasma daquilo que ela considerava o seu ideal de vida. Uma pessoa que não está mais lá. Gente que eu nunca mais vi sorrir da mesma forma. Gente que se apagou, literalmente.

Conheci gente assim. Que tinha uma cara quando sozinho e outra cara quando casado. Mesmo. Tipo Dr. Jekyll and Mr. Hyde. É assustador. Gente que se infla e que, literalmente, BRILHA quando está do lado do ser amado. Parece romântico. É, na verdade, um problema sério…

Então, desenvolvi o raciocínio sobre essa escala.

Pense que você conhece uma pessoa que leva uma vida naturalmente triste. Você, que é o amor dessa pessoa, faz a vida dela ficar incrível. Ela se apóia em você. E se torna uma pessoa sorridente, sociável, encantadora… Felizes para sempre? Se for, massa! Fim da história. E se não for? Vai que você desencanta, enche o saco. Ou, mais grave ainda, vai que você conhece, “O” amor da sua vida. Uma pessoa que te faz brilhar, te melhora, te diverte e, prá completar a bagaça, te dá o melhor sexo de todos os tempos. É merda! A pessoa naturalmente triste, sem você, volta a ser triste? Nããão!!!! Ela traumatiza mesmo.

Você sente como que abandonando o ser humano num abismo. Prá sempre. Essa pessoa nunca será a mesma. Vai ter medo de tudo. Vai se fechar e não vai conseguir dar conta do mundo outra vez. Afinal, você é que fazia dela a pessoa incrível que ela era. Entende o que eu digo? Essa criatura vai de uma ponta a outra da escala da felicidade. E a culpa é toda sua. Existe uma amplitude muito grande para essas pessoas. Sacou?

Pois se imagine conhecendo uma pessoa naturalmente feliz. Alguém que tem a vida cheia. Cheia de amigos, de realização, de felicidades dos mais variados tipos. Uma pessoa que tem prazer em ajudar o próximo, em sentir o sol batendo no rosto, em cheirar uma roupa recem tirada do varal. Uma pessoa que acha a felicidade em coisas tão variadas e que tem um mosaico tão colorido de coisas tão legais na vida dela que você só vai se encaixar, tão acomodadinho no meio disso. Você não será o pilar de nada. Você será só mais uma peça maravilhosa a compor esse lindo cenário que essa pessoa já tem, o que essa pessoa já é. E isso é dela, ninguém pode tirar. Nem você.

Me parece mais legal. Me parece mais simples. E quando acabar, se acabar, a amplitude na escala da felicidade é menor. Essa pessoa pode até ter sido muito incrivelmente feliz com você. Mas ela vai continuar feliz sem você. Simplesmente porque ela é linda e incrível. Com ou sem você.

3 comentários sobre “Teoria sobre a escala de felicidade

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